NOM (NOVA ORDEM MUNDIAL), GREAT RESET & AFINS: O Que é Real e o Que é Teoria da Conspiração?

NOM (NOVA ORDEM MUNDIAL), GREAT RESET & AFINS: O Que é Real e o Que é Teoria da Conspiração?

12 de janeiro de 2026 0 Por admin

(Texto desenvolvido com o auxílio de Inteligência Artificial – Claude, Grok e Gemini – Gravuras idem).

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NOVA ORDEM MUNDIAL – NOM

O conceito de NOM é frequentemente associado a teorias da conspiração, que alegam a existência de uma agenda secreta para estabelecer um governo global totalitário. No entanto, em contextos geopolíticos e acadêmicos, o termo refere-se ao reordenamento mundial pós-Guerra Fria, com ênfase em multipolaridade, globalização e instituições internacionais como a ONU. Vou me ater à visão conspiratória, pois há fortes indícios de ser esse o principal pilar que sustenta este controverso assunto, apresentando-a de forma factual e sem endosso, já que essas teorias carecem de evidências comprovadas e são amplamente consideradas especulativas ou pseudocientíficas por especialistas. Utilizarei informações de fontes múltiplas.

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Princípios da Agenda da NOM


De acordo com as teorias da conspiração, a NOM seria uma agenda orquestrada por elites globais para criar um governo mundial autoritário e totalitário, substituindo os Estados-nação soberanos. Seus princípios fundamentais incluem:
Controle global centralizado: Um único governo mundial, controlado por organizações secretas ou de fachada, que imporia leis uniformes, eliminando fronteiras nacionais e soberanias. Isso envolveria um banco central global (como o Banco de Compensações Internacionais) e uma economia financeirizada para manter o poder.
Propaganda e ideologia: Uma narrativa que apresenta a NOM como o “progresso histórico inevitável”, promovendo uma religião sincrética (mistura de crenças) ou até um culto satânico, segundo variantes cristãs fundamentalistas. Inclui vigilância em massa, restrição à liberdade de expressão e concentração da mídia para manipular a opinião pública.
Redução populacional e controle social: Alegações de planos para reduzir a população mundial por meio de guerras, pandemias artificiais, vacinas contaminadas, manipulação climática (como chemtrails ou HAARP) e controle mental (via projetos como MKULTRA).
Tecnocracia ou sinarquia: Variantes sugerem um governo tecnocrático (baseado em ciência e planejamento racional) ou guiado por “mestres espirituais” da Nova Era, com ênfase em sustentabilidade forçada para justificar o controle.
Anticristo e profecias apocalípticas: Em visões religiosas, a NOM cumpriria profecias bíblicas, com um líder mundial como o Anticristo, impondo um “número da besta” via microchips ou RFID para rastreamento.

Esses princípios são descritos como uma “conspiração gradual”, onde eventos mundiais (crises financeiras, guerras, pandemias) são manipulados para avançar a agenda.

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Ideólogos Principais
As teorias da NOM foram popularizadas por autores e pensadores que misturam elementos históricos, religiosos e políticos. Alguns dos principais ideólogos citados incluem:
– H.G. Wells (1866-1946): Escritor britânico, considerado um precursor “positivo” da NOM em livros como *The Open Conspiracy* (1928) e *The New World Order* (1940), onde defende um Estado mundial tecnocrático e planificado para evitar guerras.
– Alice Bailey (1880-1949): Ocultista da Nova Era, fundadora da Lucis Trust (associada à ONU), que profetizou uma NOM política e religiosa guiada por “mestres ascensionados” e uma hierarquia espiritual.
– William Guy Carr (1895-1959): Oficial canadense e autor de *Pawns in the Game* (1958), que ligou a NOM a conspirações maçônicas, Illuminati e judaicas, influenciando o medo anticomunista durante a Guerra Fria.
– Gary Allen (1936-1986): Jornalista americano, autor de *None Dare Call It Conspiracy* (1971), que conectou banqueiros internacionais ao antiglobalismo populista.
– Pat Robertson (1930-2023): Televangelista americano, em *The New World Order* (1991), descreveu a NOM como controle por elites financeiras e profecias do fim dos tempos.
– Helen Webster (1876-1960): Historiadora britânica, que em obras como *World Revolution* (1921) ligou os Illuminati a revoluções subversivas.
– Outros influenciadores modernos: Alex Jones (EUA, divulgador via Infowars), David Icke (Reino Unido, com teorias reptilianas) e, no Brasil, Olavo de Carvalho (1950-2022), que via “globalistas” como elites ocidentais, Rússia/China e islâmicos conspirando contra o Ocidente judaico-cristão.

Esses ideólogos frequentemente se baseiam em textos históricos como *Proofs of a Conspiracy* (1798) de John Robison, que acusava os Illuminati de Baviera (fundados em 1776) de planejar uma “noocracia” global.

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Principais Financiadores e Grupos Envolvidos
Nas teorias conspiratórias, os financiadores seriam elites plutocráticas (superclasse global) que usam riqueza para orquestrar a agenda. Principais nomes e grupos:
Famílias e banqueiros: Rothschilds (acusados de conspiração bancária judaica desde o século XIX), Rockefellers (David Rockefeller fundou a Comissão Trilateral em 1973 e apoiou a ONU), e Cecil Rhodes (1853-1902, criador da “Sociedade dos Eleitos” para uma federação imperial britânica).
Organizações de fachada:
– Council on Foreign Relations (CFR, fundado em 1921 nos EUA).
– Grupo Bilderberg (reuniões anuais desde 1954).
– Comissão Trilateral (1973, conectando EUA, Europa e Ásia).
– Clube de Roma (1968, promotor de limites ao crescimento populacional).
– Maçonaria (acusada de agenda satânica), Illuminati (supostamente revividos), Skull and Bones (sociedade secreta de Yale), Bohemian Club.
Figuras modernas: Bill Gates (via Fundação Gates, acusado de vacinas para controle populacional), George Soros (Open Society Foundations, ligado a “globalismo”), e Klaus Schwab (fundador do Fórum Econômico Mundial em 1971, promotor do “Grande Reset”).
Outros: Redes nazistas pós-guerra (ODESSA), ou até alegações de colaboração com alienígenas (Majestic 12).

Esses seriam os “financiadores” que usam corporações transnacionais para impor neoliberalismo ou neoconservadorismo global.

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Etapas e Datas a Supostamente Serem Cumpridas
As teorias descrevem a NOM como um plano gradual, com etapas históricas e futuras. Não há um “cronograma oficial”, mas conspiracionistas apontam marcos como “provas” de avanço:
Etapas históricas:
– 1776: Fundação dos Illuminati por Adam Weishaupt, como origem da conspiração.
– 1913: Criação do Sistema de Reserva Federal (Fed) nos EUA, visto como controle bancário global.
– 1919: Liga das Nações (precursora da ONU).
– 1944-1945: Criação do FMI, Banco Mundial e Acordos de Bretton Woods.
– 1945: Fundação da ONU (acusada de ser o embrião do governo mundial).
– 1948: OMS (Organização Mundial da Saúde), para controle via saúde.
– 1992: Agenda 21 (Conferência da ONU no Rio, sobre desenvolvimento sustentável, vista como plano para controle ambiental e populacional).
– 1993: União Europeia e euro, como modelo regional.
– 1998: OMC (Organização Mundial do Comércio).
– 2001: Ataques de 11 de setembro (alegada “bandeira falsa” para leis antiterrorismo e vigilância).
– 2002: União Africana.
– 2008: Crise financeira global (pretexto para moeda única mundial); União de Nações Sul-Americanas (Unasul).
– 2015: Agenda 2030 da ONU (17 ODS para desenvolvimento sustentável, conspiracionistas veem como “ditadura global” para erradicar pobreza via controle, com metas como redução de desigualdades e ação climática até 2030; chamada de “Masterplan de Satanás” ou “projeto de dominação”).
– Etapas futuras ou especulativas:
– Até 2030: Implementação plena da Agenda 2030, com suposto confisco de propriedades, moeda digital global (como o “amero” na União Norte-Americana proposta pelo CFR), lei marcial via FEMA (EUA), e microchipagem em massa (ligado ao “número da besta”).
– Gatilhos: Crises como Y2K (2000, falha), 2012 (fim do calendário maia, alegado para golpe global), pandemias (como Covid-19, vista como teste para controle), ou guerras climáticas.
– Plano Rex 84 (1984, EUA): Preparação para campos de concentração em emergências.
– “Grande Reset” (2020, Fórum Econômico Mundial): Acusado de ser a fase final para resetar a economia global pós-pandemia.

Essas etapas são interpretadas como um “caos controlado” para justificar mais integração global. Em visões apocalípticas, culminam no “fim dos tempos” sem data específica.

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O “GREAT RESET”

Sem qualquer viés ideológico de qualquer lado (nem de esquerda, nem de direita), baseando-me estritamente no que foi anunciado oficialmente pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), no livro principal dos autores e em fontes verificáveis, sem adicionar interpretações pessoais ou julgamentos.

Vamos lá:

Origem e anúncio oficial do “Great Reset”

O termo **”The Great Reset”(Grande Reinicialização ou Grande Reset) foi lançado publicamente em junho de 2020 pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), organização sediada em Genebra que organiza anualmente a reunião de Davos.

Foi anunciado em um evento virtual com a participação de Klaus Schwab (fundador e então presidente executivo do WEF) e do então Príncipe Charles (hoje Rei Charles III).

O WEF descreveu a iniciativa como uma proposta de reflexão e ação para aproveitar a crise da COVID-19 como oportunidade de repensar sistemas econômicos, sociais e ambientais globais. Não se tratava de um tratado obrigatório ou lei, mas de uma agenda de discussão para governos, empresas, ONGs e academia.

O tema foi o foco principal da reunião anual do WEF em 2021 (realizada de forma híbrida por causa da pandemia).

Os três componentes principais anunciados pelo WEF

Klaus Schwab detalhou três pilares centrais em artigos, vídeos e no livro oficial:

1. Direcionar a economia para o “stakeholder capitalism” (capitalismo de partes interessadas)
Em vez de priorizar apenas o lucro para acionistas (shareholder capitalism), as empresas deveriam considerar também interesses de funcionários, comunidades locais, fornecedores, meio ambiente e sociedade em geral. Isso inclui métricas ESG (ambiental, social e governança) para medir desempenho além do financeiro.

2. Construir sistemas mais resilientes, equitativos e sustentáveis
Usar a recuperação pós-pandemia para investir em infraestrutura verde, reduzir desigualdades, melhorar a resiliência a crises futuras (saúde, clima, cibernéticas) e alinhar com metas como os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e o Acordo de Paris sobre clima.

3. Aproveitar a Quarta Revolução Industrial para o bem comum
Integrar tecnologias como IA, big data, biotecnologia, blockchain e automação de forma a beneficiar a sociedade, não apenas gerar lucro privado. Inclui ideias como rastreamento de “capital natural e social” (além do capital financeiro) e maior uso de dados para políticas públicas.

Esses pontos aparecem diretamente em:
– Artigo de lançamento de Schwab no site do WEF (junho 2020): “Now is the time for a ‘great reset’ of capitalism”.
– Livro “COVID-19: The Great Reset” (julho 2020), escrito por Klaus Schwab e Thierry Malleret (280 páginas, publicado pela Forum Publishing, braço editorial do WEF).

O livro argumenta que a pandemia expôs fragilidades pré-existentes (desigualdades, mudanças climáticas, dependência de cadeias globais frágeis) e defende uma recuperação que não volte ao “business as usual”, mas avance para um modelo mais inclusivo e sustentável.

O que NÃO foi proposto oficialmente
– Não há menção a fim da propriedade privada como direito individual.
– Não há plano de governo mundial único, abolição de nações ou controle totalitário centralizado.
– Não há obrigatoriedade de vacinas, moedas digitais impostas globalmente ou proibições de carne/voos/viagens.
– O WEF não tem poder executivo: é uma ONG que reúne líderes para discutir ideias; não impõe políticas.

A frase famosa: “Você não terá nada e será feliz”
Essa frase não aparece no livro “COVID-19: The Great Reset” nem nos anúncios oficiais do Great Reset.

Ela vem de um ensaio de 2016 (muito antes da pandemia) da política e escritora dinamarquesa Ida Auken, publicado no site do WEF como provocação para debate. O texto descreve um cenário hipotético de 2030 baseado em economia compartilhada (aluguel de bens em vez de posse), com serviços de mobilidade, moradia e bens compartilhados via plataformas. A frase exata é o título de uma seção: “Welcome to 2030. I own nothing, have no privacy, and life has never been better” (traduzido como “Bem-vindo a 2030. Não possuo nada, não tenho privacidade e a vida nunca foi melhor”).

O WEF publicou o ensaio como exercício de futurologia, mas depois removeu materiais relacionados devido a controvérsias e ameaças online. A frase foi resgatada em 2020–2021 e associada ao Great Reset por críticos, virando meme e símbolo de teorias.

Recepção e desdobramentos
– Apoio: Recebeu endosso de figuras como Kristalina Georgieva (diretora do FMI), vários CEOs e líderes que viam oportunidade para reformas verdes e inclusivas.
– Críticas legítimas: Alguns economistas e políticos (de várias orientações) questionaram se o foco em ESG e stakeholder poderia aumentar burocracia, reduzir liberdade econômica ou beneficiar grandes corporações em detrimento de pequenas empresas.
– Teorias da conspiração: Rapidamente (a partir de fins de 2020), o termo foi reinterpretado em redes como um plano secreto de “elite global” para instaurar totalitarismo, socialismo forçado, fim da propriedade privada, controle digital total etc. Essas versões circulam amplamente, mas não correspondem ao conteúdo oficial divulgado pelo WEF.

Em resumo: o Great Reset é, no original, uma proposta aberta de debate do WEF para reformar o capitalismo pós-pandemia em direção a mais sustentabilidade, inclusão e uso de tecnologia — sem mecanismos de imposição. O que se tornou viral depois foi uma mistura de leituras críticas, distorções e narrativas independentes.

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